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Poemas da Professora Nadirjane Medeiros
Professora Nadirjane Medeiros
Santa Rita-PB.

         


Todos iguais

(Nadirjane Medeiros)

Entrelaçados, somos um só
Corpo e mente, inteligente!
No final seremos pó
Atualmente, somos gente!

Separarmo-nos, para quê?
Juntos seremos melhores
Temos tudo pra vencer
Todos esses por menores.

Igualdades de direitos
Eu não sou mais um escravo
Trago orgulho em meu peito
Quebrei correntes dos braços.

Libertei-me do opressor
E sai do cativeiro
Sou ser humano, tenho minha cor.
Como você, eu sou inteiro.

Não me olhes diferente
Somos iguais, apenas gente
Que luta por ideais
Que busca seguir em frente.

Me aceite como eu sou
Que eu te mostro o grande ser
Que há por trás
Da minha cor.

Esse eu fiz quando estava na UFPB e participava de projeto de extensão, PROLICEN, sobre afroeducação.



No oitão de uma escola



No oitão de uma escola
Rica em talento e luz
Ao som daquela viola
Nas brechas é a paz que reluz
E mesmo cheios de nãos
Tiraram aos montes os sins
De dentro do coração

Tão longe, distante estão...
Da fama e dos holofotes
Aos poucos irão demonstrando
Que juntos são muito mais fortes
E vencem qualquer obstáculo
Lançado por quem julgar fraco
Um povo aguerrido e nobre!

Naquele oitão abafado
Brilharam como em um palco
Do mais renomado teatro
Mostraram-nos o que faziam
E surpreenderam àqueles
Que viram diante dos olhos
A luz que eles reluziam.

Nadirjane Medeiros.




Minha cor - 1/3

Saber identificar
A minha origem étnica
É poder valorizar
O que eu trago na genética
Seja preto, pardo, branco
Indígena ou amarelo
Identificação racial
É meu direito e eu quero!

Toda escola precisa
Já no ato da matrícula
Perguntar: - “Qual sua cor?
Como você se identifica?”
E se o estudante pensar
Logo vai qualificar
Em qual cor ele se aplica.

Desde cedo nós devemos
Conhecer a própria cor
De quais origens viemos?
Quais ancestrais me formou?
Todos temos uma história
Guardada em nossa memória
Para levar aonde for.

As escolas conhecidas
como um meio social
Que lida com várias vidas
Que buscam um ideal
Precisam fortalecer
O direito de expressão
Na identificação racial.

       
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Conto: A saga do cadeado mágico

Em um lugar cercado por uma densa floresta, onde havia regras bastante rígidas, que ninguém jamais ousou quebrar, existia um castelo, onde às crianças não era permitido brincar além dos limites que o cercavam.

A guardiã daquele lugar, nunca autorizava a saída das crianças para que pudessem brincar além dos limites daquele território, ela as queria bem diante de seus olhos, para que pudesse vigiar tudo o que acontecia nos arredores daquele lugar. Por outro lado, as crianças olhavam pela fresta, desejando brincar em um vasto e encantador pátio, que ficava ao lado do castelo e que nelas, gerava grande curiosidade.

Um sábio mago, fora encaminhado pelo próprio rei, para levar um pouco de conhecimento e diversão àquelas crianças. A ele, foi incumbida a missão de mostrar àqueles meninos e meninas, o conhecimento e o domínio sobre o próprio corpo, além do respeito às culturas e tradições locais, questões às quais, ele tinha pleno domínio. Com ele, as crianças aprenderam a cantar, tocar instrumentos, aprendiam a cada dia, mais um pouco do muito que ele ainda tinha para os ensinar.

O sábio, logo tratou de conhecer os arredores daquele lugar. Ele foi até o pátio, o local mais desejado pelas crianças, e se encantou com a possibilidade de usar aquele ambiente para ministrar seus ensinamentos. Mas, ao tentar convencer a guardiã sobre os benefícios que aquele lugar traria àquelas crianças, ele logo fora interrompido com a seguinte colocação:

- Jamais ouse levar, sequer uma criança para fora dos meus domínios ou você sofrerá grandes consequências! O portão está fechado com um cadeado que ninguém consegue abrir. Eu mesma me certifiquei de que as crianças não passariam para o outro lado do castelo, onde não há segurança alguma.

Preocupado com a situação daqueles pequenos súditos e agindo sob um forte desejo de libertar àquelas crianças, trouxe consigo um cadeado mágico e mostrou-o às crianças dizendo:

- Queridas crianças, hoje nós vamos conhecer e brincar naquele pátio que fica ao lado do castelo! Eu trouxe comigo um cadeado mágico que abrirá e fechará as portas que dão acesso ao pátio encantado, sem que a guardiã perceba.

As crianças ficaram eufóricas e sem titubear seguiram o sábio, onde tomados pela magia do brincar, ficavam horas, dias e anos em um estágio de diversão e aprendizado, sem serem notados pela guardiã.

Foram os dias mais felizes de suas vidas naquele castelo. As crianças brincavam como se não houvesse um amanhã. E mesmo após anos e já na fase adulta, aquelas crianças contavam para seus filhos e netos, as histórias, ensinamentos e brincadeiras que viveram naquele pátio, sob o olhar cuidadoso do sábio, que com o seu cadeado mágico abriu as portas para a felicidade.

Nadirjane Medeiros Carneiro Nascimento, novembro de 2024.


Atividades como Professora na Escola Municipal Tarcísio Burity, Santa Rita-PB.



A Terra do Sol Nascente - Nadirjane Medeiros


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